Hipocrisia

Todos, hipocritamente, condenamos a hipocrisia. E somos todos, em grau maior ou menor, sólidos hipócritas. Essa hipocrisia vai do “bom dia!” que damos ao maior safado da paróquia quando o lhe desejamos é um dia em que chova canivete, até a hipocrisia do puxa-saco que escreve artigo dizendo que o discurso do ministro da Fazenda pros banqueiros de Nova Iorque foi considerado uma das maiores peças de oratória já pronunciadas na Matriz. Mas, a não ser no caso em que ela adquire esse caráter extrapolado (epa!), a hipocrisia é necessidade fundamental na vida humana. Extinta, o que a substituiria: a franqueza, pura e simples? Assustador! A hipocrisia foi criada pelo gênio da humanidade como compensação à própria humanidade, cujos arcanos são desumanos. O homem é o lobo do homem, e de passagem, o pescador do peixe e o abatedor do boi. Sendo nosso percentual de admiração e bondade muito reduzido — os as próprias coisas no mundo não sendo boas, nem admiráveis — o que temos a fazer, pra não sairmos dando urros, patadas, babando de inveja e fuzilando com olhares de ódio, é adestrarmos ao máximo nossa capacidade hipócrita, até aquele dia de perfeição em que passamos mesmo a achar o discurso do ministro da Fazendo em Nova Iorque uma das mais brilhantes peças da oratória mundial. A hipocrisia é uma proposta humana pragmática, não um sentimento. Um atitude em relação ao uso dos sentimentos, uma forma avançada do que o ser humano deveria ser e, não sendo, finge ser, até conseguir sê-lo. Sinceramente.

~ Millôr Fernandes. A Bíblia do Caos.

The books I read in 2014

Everyday I use to read stuff, day by day eventually pieces of beauty can be found. In 2014 the number of good stuff which came to my eyes was huge, while I write it the year is not over so there is time left for new material to find a path through my fingers and mind. However I can’t list good things I’ve not read yet, so this post works with my past reader [somehow good] experiences along 2014.

By the way, as you have noticed this is a post in English, the material listed bellow variates between Portuguese and English — if it causes any mind fuzz, please ask and I’ll try to clear things out.

  • THE OXFORD BOOK OF ENGLISH VERSE 1250-1918 — Q knew the things. If you want a good path for life discoveries and meetings read it, without hurry, there is much knowledge in it. Seat comfortably down and open your mind the same way you open the French bread.
  • The hundred-year-old man who climbed out of the window and disappearedJonas Jonasson. Okay, I chose the book after read author’s name. It’s an inspiring and simple travel through XX century history [official and non-official]. “Life is a long discovery isn’t it” Karl?
  • A arte de escreverSchopenhauer. It’s interesting, the translator to Portuguese is called Pedro Süssekind, which surname in German can be understood as sweet child, Schopenhauer is anything but sweet. In 2014 I’ve learned bittersweet chocolate, like bittersweet life events, can be more meaningful than sweet ones. The tough way in life — like learn Greek, Latim, Sanskrit — has some pleasure, time is necessary to taste those ones.
  • FIM — Fernanda Torres. Álvaro, † 30 de abril de 2014. The first book character died the same day I got the book, coincidently it was my birthday. Despite all it all the book has a frenetic mind flow.
  • Os ElementosEuclides. A bíblia da matemática, finalmente nas minhas mãos. Essa edição está da UNESP está esgotada faz quase dois anos, encontrei o exemplar por acaso nas estantes da livraria cultura. Talvez eu seja um tradutor de ideias à francesa, em contrapartida ao modo alemão de transmitir ideias ao pé do original sem nada mudar ou adequar.
  • Do gênio biológico ao ser biônicoPaulo Gustavo de Araújo Cunha. O livro é uma merda.
  • Ensaio sobre a puberdadeHubert Fichte. É um livro sobre ser alguém não encaixado ao lugar onde está, o cara é judeu na Alemanha nazista, protestante em um orfanato católico e homossexual numa sociedade machista, não tem como ser mais “misfit” que isso. Além disso visitou o Brasil e escreveu essa e várias outras experiências de uma forma pessoal maluca que o leitor vai entendendo aos cacos.
  • PoesiasFernando Pessoa. Uma coletânea feita pela L&PM cheia de coisas lindas feitas pelo maior poeta que eu conheço. Esse livro anda comigo pra cima e pra baixo, claro no bolso, sempre de prontidão a poetizar locais e pessoas onde quer que haja uma chance, como durante o Coquetel Molotov.
  • Pesquisa aplicada em modelagem matemáticaPaulo e Airam Saussem. Compilação de artigos inspiradores trabalhando com modelagem matemática.
  • O homem e suas línguasFrederick Bodmer. O livro é de 1941, feito por um linguista suíço, com prefácio feito por Lancelot Hogben, zoologista britânico, durante plena segunda guerra mundial. A ideia-mãe do livro é que se existem conflitos na interação entre os humanos, uma das causas está na difícil comunicação entre as partes — sendo assim ensinar idiomas e melhorar a comunicação é uma forma óbvia de se mudar o mundo. E de fato é, educação muda as pessoas e as pessoas mudam o mundo.
  • Clube da lutaChuch Palahniuk. Vazio existencial num mundo onde as coisas foram transformadas em ícones. Passando por momentos simplistas em mentes rasas e desesperadas o livro conta como as pessoas se recombinam, de fato a dinâmica é a dinâmica.
  • Introdução ilustrada à estatísticaSérgio Francisco Costa. O livro me mostra que educar é geralmente falar tudo de novo, mas, de outra formam quebrando a ideia em partes simples e colocando numa sopa temperada de letrinhas. Eu gostei.
  • O alephJorge Luis Borges. O cara leu tudo, referenciou tudo e disse quase tudo — ao menos para o meu ouvido levemente surdo insensível. Gostei de ter visto em 2014 um das melhores teses de doutorado do ano de 2011, feita por um matemático brasileiro [Jacques Fux] que ensina matemática nos EUA, falando sobre: Borges! Isso mesmo, O aleph citado várias vezes, assim como as ideias fractóides desse autor. A profundidade algumas vezes azeda dos textos se torna aceitável diante do monumento construído ao longo do conto, cada um deles separadamente, como universos, caminhos que eventualmente se bifurcam — ops isso foi do próximo livro. Gostei muito d’O Aleph e do Deutsches Requiem.
  • FicçõesJorge Luis Borges. O jardim das veredas que se bifurcam, a loteria na babilônia e a biblioteca de babel. Leia, pense e repense: sua cabeça dá voltas nos labirintos criados por um escritor genial.
  • Economics in minutesNiall Kishtainy. 200 basic concepts a great mind explain you in 300 words and generally with one illustration. I found it before travel back to home wandering at a bookstore in Frankfurt Mainz airport.
  • Math in minutesPaul Glendinning. 200 basic concepts a great mind explain you in 300 words and generally with one illustration. I found it before travel back to home wandering at a bookstore in Frankfurt Mainz airport. I’m really selfish and don’t know how to show others I have feelings for them. Oh oh oh. Sorry Anakin
  • Auto-enganoEduardo Giannetti. O livro é um compêndio de alguns problemas básicos em torno da percepção humana que realiza julgamentos sobre si. Eu sou uma pessoa boa? Devo gastar o meu tempo/dinheiro/paciência com isso? Viver é uma coisa não-trivial se você começa e pensar nisso, de todo modo é melhor saber que manter-se na ignorância, até porque não existe caminho de volta depois que se sabe das coisas. Eva/Adão não podiam descomer o fruto. Livro da categoria leia ao menos duas vezes no ano para manter a cebeça afinada, porque como disse Annie Dillard  “How we spend our days is, of course, how we spend our lives”.
  • Spinoza em 90 minutosPaul Strathern. Spinoza provavelmente era  sperger [interpretação minha], via o mundo de forma racional numa época onde tudo mundo pensava de forma humana — palavras do livro. É bom não estar só. Ele achava que deus está em tudo material ao meu redor, que só existe aquilo que é possível e verdadeiro. Racionalismo de Descartes levado ao pé da letra. Ética, livro póstumamente publicado tem a estrutura d’Os Elementos de Euclides. Pensava que a única função do estado é guarantir segurança para que as pessoas possam se desenvolver, meu estado não guarante isso.
  • Desessete equações que mudaram o mundoIan Stewart. O progreço humano do ponto de vista da matemática, porque o nosso mundo é do tamnho dos problemas que nós resolvemos — portanto da matemática que conhecemos e usamos nessas soluções.
  • Os 10 mais belos experimentos científicosRobert P. Crease. Comçando por Eratóstenes medindo o comprimento da Terra.
  • Eu e outras poesiasAugusto dos Anjos. Beleza lúgrobe.
  • FrankensteinMary Shelley. Eu tenho mais em comum com o monstro do que eu imaginava, vontade de me conectar às pessoas mas pouco entendimento de como isso é feito. Fora dessa empatia que senti, o livro fala sobre escolhas, consequências e como eu sou e ao mesmo tempo não sou responsável por tudo que se faz com o que eu faço. Eu sei é confuso, mas o nome disso no fim das contas é educação, empatia; basicamente tudo o que faz nosso mundo [seja ele de que tamanho for] aquilo que é.
  • Os cadernos de Malte Laurids Brigge [Die Aufzeichnungen des Malte Laurids Brigge]Rainer Maria Rilke. Mudar é difícil, mas acontece de uma forma ou de outra. Além disso, a beleza está nos olhos atentos do observador. Seja o observador. Além além disso eu tô usando esse livro para aprender alemão. Não se preocupe Rebecca.
  • To be[e] or not to be[e]Machado de Assis. Tenha cuidado com a vida, e mantenha a coisa toda simples. Se complicar demais a mulher vai embora.
  • The good luck of right nowMatthew Quick. It’s like Forrest Gump however with a motherless guy mailing Richard Gere about life and his naive [revealing and frank] world perceptions. It’s good to look it all through someone else eyes.
  • Lacrimae RerumSlavoj Zizek. Filmes, filmes, coisas percebidas e o estado atual da humanidade. Lembre-se, Hollywoord geralmente é o último lugar onde uma coisa nova vai passar, então se passou lá é porque está amplamente aceito. Então preste atenção aos vários filmes que as crianças e os adultdos bôbos estão vendo, eles mostram para onde o mundo já está indo.
  • A tale for a time beingRuth Ozeki. It taught me how is the Japanese perception of life and how it can or can’t belong to someone during a lifetime. The point is your are part of something, pay atention to details because life is full os ironies. Of course, Buddhism is richer than I firstly thought.
  • My troubles with womenRobert Crumb. This guy is my hero, the frankness and the empathy I feel every time some of his works come to my eyes. I had and still with some of his issues with the opposite gender. The lesson? Learn as much as you can because they [the girls] are not playing, despite seem the opposite.
  • Build machine learning system with pythonWilli Richert, Luis Pedro Coelho. Well nice book to grasp the essential task of solve problems using machine learning. It shows the context of these problems, so it worths the read.
  • Node.js in actionMike Cantelon. It’s an nice platform to test your evil plans to take over the world. Fast and fun, everything my projects are looking for. Well, not always, because some scientific aims are not so supported yet — let’s fill the gaps.
  • 84, Charing cross roadHelene Hanff. Thanks Asaf, the book is great. It made think about how huge the world can be, so if you haven’t found what you are willing for: don’t despair, there is a lot of places to search for. Just step out, if you dare. Imagine your best life friend is somewhere talking to you by mails — yes, the old papers people used to send each other — in other ocean side. I had such experience with Léa  — it’s definitely something bittersweet and taught me how human connection is important.
  • Web Performance DaybookStoyan Stefanov. I don’t have a thing to talk about this book. It was boring.
  • The second age machineErik Brynjolfsson. Will the new technologies recombine with one another and produce more and more ideas and discoveries? Or we will live a calm and without new gadget every week? Basically, is the Moore’s Law something to last? According to Erik, yes.
  • Surely you’re joking, Mr. Faynman!Richard Faynman. It’s a good book on a great scientist and his life, childhood and life learnings. The key? Keep asking and connect to others, they have the key to whatever you are looking for. Pay attention, where is the lock and embrace what is inside that.
  • The art of askingAmanda Pallmer. A great piece of advices on the importance of connect. I know, I’ve said a lot of times, but it’s true. Ask for help, offer something and you will receive the thing back — human relations are after all trades, whether you are aware or not. Pay attention to the trade details and enjoy it. A life of discovery is maybe the unique path to keep alive.
  • The closing of the American mindAllan Bloom. The book tries to analyze and explain some of the main American troubles, from the family structure to democratic neurotic bias on public opinion. The discussion about loss of tradition is significant, the description of how humanities are taught and learned is significant. I live in Brazil, nevertheless the book helps me to understand many society and self clues around me. It helps me to make sense of many things I kept wondering for a long time. These points worth a post by itself.

Thank you, this list would be a way shorter without your recommendations and talks. I’d like to talk to more and more persons about life, book and everything between these things, in other words I’m looking for friends. The last thing there is to say here:  I love to be a human being, for the first time, and be able to connect to you.

Seguindo nuvens

Meu trabalho de conclusão de curso tem como objetivo gerar mapas vetoriais, descritores da velocidade e direção das nuvens, usando como dados brutos imagens de satélite.

O modo como esses mapas são gerados hoje [ao menos no INPE] usa uma técnica modela na década de 1970 usando correlação de matrizes. Me pergunto: quais as outras formas de identificar/seguir objetos de formato variável ao longo do tempo? Quais suas vantagens e desvantagens em relação ao modelo usado hoje? Bem-vindo ao meu trabalho de conclusão de curso.

Sobre a brevidade da vida

Lendo um texto do BrainPickings sobre Sêneca, me lembrei do livro dele que li: Sobre a brevidade da vida. É algo que deve ser lembrado regularmente de tão fácil de ser esquecido. Como disse Sêneca, a vida não é curta quando bem aproveitada.

Por isso estou criando uma [pequena] lista de coisas para fazer ao longo do dia:

  • Ensinar algo novo para alguém
  • Falar com alguém que eu não conheço
  • Respirar antes de falar

Obrigado por ler,

PS: “How we spend our days, is, of course, how we spend our lives.” ~ Annie Dillard

Coisas para 2014

Certo, o ano já começou. Agora tenho vários livros para ler, sugestões não faltam. Um livro atrai outro, é o processo natural.

Livros [ou artigos importantes] para ler:

  • Os sertões – de Euclides da Cunha.
  • A hora da estrela – de Clarice Lispector.
  • Vidas secas – Graciliano Ramos.
  • Novos negócios inovadores de crescimento empreendedor no Brasil – de Silvio Meira. Esse livro estoura a pilha no quesito de recomendações.
  • Bose-Einstein Condensation in Complex Networks – http://www.barabasilab.com/pubs/CCNR-ALB_Publications/200106-01_PhysRevLtr-Bose-Einstein/200106-01_PhysRevLtr-Bose-Einstein.pdf
  • GRAAL: The search for GRAnd ALgorithms in truly global software markets – Silvio Meira, em bit.ly/T5xgyR
  • Who owns the future – de Jaron Lanier.
  • Did Jew know – Emily Stone
  • De onde bem as boas ideias – Steven Johnson

Na categorias de coisas, eu listo coisas que eu quero entender muito bem:

  • Filtros para processamento de sinal digital – Distância da Hausdorff é o primeiro.
  • Modelos heurísticos de extração de informação de aglomerados de dados.
  • Empreendedorismo — isso é a chave para fazer coisas úteis capazes e capazes de atingir várias pessoas.
  • Como as mulheres pensam, eu vou tentar.

Por falar nisso tudo, ouvi uma frase que adorei: “escrever é ter esperança” — foi durante o Café Filosófico. Eu não penso que esperança seja algo realmente bom, mas como é necessário eu aceito e tento lidar bem. Sábio é aquele que se contenta.

Obrigado por ler. Se algo estiver errado por favor avise, mas isso não significa que será consertado.

Livros de 2013

Neste artigo eu imito a ideia do Aaron Swartz de escrever sobre os livros que leu ao longo do ano. Em 2013 eu li vários livros, na lista abaixo não vou diferenciar os livros eletrônicos dos digitais, todos são livros.

  1. A informação – Uma história, uma teoria, uma enxurradaJames Gleick. Informativo diverso e por isso bom, tem jeitão de almanaque.
  2. Android em açãoW. Frank Ableson, Robi Sen, Chris King e C. Henrique Ortiz.
  3. Contos e lendas da mitologia gregaClaude Pouzadoux, ilustrações de Fréderick Mansot. Livro maravilhoso se você tem irmãos menores ou uma curiosidade latente sobre os personagens gregos famosos.
  4. Reflexões sobre a vaidade dos homensMatias Aires. Livros incrível, baseado no texto de Salomão: “vaidade tudo é vaidade”.
  5. Assim falava ZaratustraFriedrich Nietzsche.
  6. Mentiras de InfânciaGuy Bechtel. Ótimo, as mais verdadeiras memórias pessoais de um menino sozinho.
  7. Letters to a young poetRainer Maria Rilke. Livros com cartas são o sal da literatura.
  8. RavelsteinSaul Bellow. Ótimo, uma biografia bem arranjada. Pena que a tradutora não foi sempre clara.
  9. Mathematics: A Very Short IntroductionTimothy Gowers. Ótimo.
  10. You are not a GadgetJaron Lanier. Ótimo, faz pensar em muita coisa da estrutura de vida atual.
  11. Learn German in a HurryEdward Swick.
  12. Basic German, A Grammar and Workbook –  Heiner Schenke, Karen Seago.
  13. Pequenos tratado das grandes virtudesAndré Comte-Sponville.
  14. Felicidade, desesperadamenteAndré Comte-Sponville.
  15. Desobediência civilHenry David Thoreau. Ótimo.
  16. Walden Or life In The WoodsHenry David Thoreau. Ótimo, mas ainda não terminei.
  17. Memórias Póstumas de Brás CubasMachado de Assis. Irônico como sempre.
  18. Cypherpunks: Freedom and the Future of the InternetJulian Assange, Jacob Appelbaum, Andy Müller-Maguhn, Jérémie Zimmermann.
  19. Handbook of Usability TestingJeffrey Rubin.
  20. Professional Node.jsPedro Teixeira. Ótimo, o nome está justificado pelo conteúdo.
  21. Hebraic Literature: Translations from the Talmud, Midrashim and KabbalaVários.
  22. The Captain Is Out to Lunch and the Sailors Have Taken Over the ShipCharles Bukowski. Ótimo, esse Charles Bukowski sabia escrever coisas boas.
  23. Memoirs of Extraordinary Popular Delusions and the Madness of CrowdsCharles Mackay. Curioso, grupos humanos fazem barbaridades quando se afirmam como corretos.
  24. The Art of WarSun Tzu. Ensina como ser um ninja filósofo grego pré-socrático.
  25. É isto um homem?Primo Levi. Relato de um sobrevivente do campo de concentração Auschwitz, um dos melhores relatos do assunto.
  26. Don’t Go Back to SchoolKio Stark. Apanhado de entrevistas com pessoas que tomaram outro rumo em busca de educação e uma vida boa. Bom.
  27. Sobre a brevidade da vidaSeneca. Li em 2 horas e vou continuar pensando no que li por mais uns 30 anos.
  28. Physics Basic PrinciplesSolomon Gartenhaus.
  29. Spanish Tales for BeginnersVarios.
  30. Lectures on Elementary MathematicsJoseph Louis LaGrange.
  31. Euclids elements of geometry Euclids.
  32. O AnticristoFriedrich Nietzsche.
  33. Como fazer qualquer pessoa se apaixonar por vocêLeil Lowndes. O nome já diz tudo, aprendi um monte de coisa útil.
  34. The richness of lifeStephen Jay Gould. Apanhado de artigos do paleontologista mais inteligentes que eu tenho notícias.
  35. The Structure of Scientific RevolutionsThomas S. Kuhn. Quem quiser entender história da ciência e o avança das ideas deve ler esse.
  36. Say It in HebrewDover “Say It” series.
  37. Mathematical Handbook, Elementary MathematicsM. Vygodsky.
  38. The Oxford Book of Short PoemsP. J. Kavanagh, James Miche. Maravilhoso, vou continuar relendo muita coisa dele.
  39. The Oxford Book of English VerseSir Arthur Quiller-Couch. Mostra as mudanças no idioma ao longo de uns 800 anos de história.
  40. A new theory of the relationship of mind and matterDavid Bohm. Fascinante, no limite da imaginação.
  41. O guia do mochileiro das galáxias – Douglas Adams. Esse cara era um gênio.
  42. O andar do bêbado – Leonard Mlodinow. Estatística divertida.
  43. A beleza da ação indiretaJohn Kay.
  44. O restaurante no fim do universo – Douglas Adams.
  45. EXT… – Anthony Hal.

Um autor que descobri esses dias foi o David Bohm, ele me deu novamente vontade de ser cientista e fazer coisas úteis para o avanço do conhecimento e da compreensão humanos das coisas. Os romances de memórias foram muito bons, obrigado Joaquim. Eu agradeço as recomendações e empréstimos de livros. Por falar em recomendações, eu aceito todas.

Obrigado por ler.

Planos para 2014

Esses são os meus planos para 2014:

  1. Terminar a faculdade – eu já estou um ano atrasado no meu curso, eu sinto um pouco de vergonha em dizer isso mas é verdade. Quero terminar isso de uma vez e aprender algo de útil dessa experiência.
  2. Pagar pela educação de Lívia – minha irmã estudou em escolas muito ruins ao longo do ensino fundamental, então eu quero ajudar a pagar pelos estudos dela numa escola melhor. Eu sei muito bem como é estudar em colégios ruins assim como ela, mas no segundo caso isso ainda pode ser remediado.
  3. Começar a fazer pesquisa científica de verdade – eu quero ser cientista desde que eu me entendo por gente. O mundo só faz sentido para mim se puder ser entendido, nem que seja minimamente como nossa ciência vem fazendo ao longo dos séculos. Na faculdade eu tenho algumas chances de fazer pesquisa, mas agora eu quero fazer isso de verdade e ir em frente nessa direção. O primeiro desafio é escolher um campo de ação minimamente definido, os dias tem apenas 24. E outra que eu estou começando a vida adulta agora e quero aplicar minhas capacidades em algo útil.
  4. Compartilhar conhecimento – eu vivo numa sociedade muito idiota, do latim idiota (la), originado do grego antigo ἴδιώτης (idhiótis) , “um cidadão privado, individual”, derivado de ἴδιος (ídhios) , “privado”. Usado depreciativamente na antiga Atenas para se referir a quem se apartasse da vida pública. A sociedade da qual faço parte é apartada de muitas coisas, inclusive de uma estrutura social minimamente coerente, compartilhar conhecimento é um esforço de fazer isso um pouco diferente. Além claro de aprender ao londo do processo.
  5. Aprender matemática discreta – se existe algo de útil para se aprender, esse algo é a matemática. Esse aprendizado se une ao #3, fazer pesquisa de verdade envolve aprender várias coisas, uma muito importante é matemática. Posso publicar coisas desse aprendizado neste blog, isso está de acordo com o esforço #4.
  6. Aprender a tocar escaleta – esse é um instrumento interessante que eu comprei em setembro numa viagem ao Rio de Janeiro, é um teclado de acordeão que usa o fôlego no lugar do fole.
  7. Aprender alemão – o alemão é muito interessante por conta da capacidade de criar novos termos assim como o grego. Além disso as alemãs falam alemão.
  8. Melhorar o inglês – melhorar soa vago, posso definir isso melhor dizendo: aperfeiçoar minhas habilidades de escutar e falar o inglês, além de aperfeiçoar a escrita. Me equiparar a um nativo inteligente é o suficiente para mim ao longo de 2014.
  9. Guardar dinheiro – Isso é importante sempre, porque imprevistos acontecem de surpresa (se não fosse assim seriam chamados de previstos). Além disso eu quero ir embora, morar em outro país logo.

Um amigo outro dia me disse que o sábio é aquele que tem objetivos modestos e bem definidos, relendo meus objetivos e planos para 2014 não me considero um sábio pela modéstia, mas um aprendiz razoável pelas descrições.

O tempo não volta, ainda assim nós o contamos usando ciclos de tempo. Mesmo não sendo Rosh Hashaná, eu uso um pouco da ideia em torno do feriado para terminar dizendo que tenho agora a chance de me arrepender dos erros e buscar a inscrição do meu nome do livro da minha história.

Obrigado por ler.