Hipocrisia

Todos, hipocritamente, condenamos a hipocrisia. E somos todos, em grau maior ou menor, sólidos hipócritas. Essa hipocrisia vai do “bom dia!” que damos ao maior safado da paróquia quando o lhe desejamos é um dia em que chova canivete, até a hipocrisia do puxa-saco que escreve artigo dizendo que o discurso do ministro da Fazenda pros banqueiros de Nova Iorque foi considerado uma das maiores peças de oratória já pronunciadas na Matriz. Mas, a não ser no caso em que ela adquire esse caráter extrapolado (epa!), a hipocrisia é necessidade fundamental na vida humana. Extinta, o que a substituiria: a franqueza, pura e simples? Assustador! A hipocrisia foi criada pelo gênio da humanidade como compensação à própria humanidade, cujos arcanos são desumanos. O homem é o lobo do homem, e de passagem, o pescador do peixe e o abatedor do boi. Sendo nosso percentual de admiração e bondade muito reduzido — os as próprias coisas no mundo não sendo boas, nem admiráveis — o que temos a fazer, pra não sairmos dando urros, patadas, babando de inveja e fuzilando com olhares de ódio, é adestrarmos ao máximo nossa capacidade hipócrita, até aquele dia de perfeição em que passamos mesmo a achar o discurso do ministro da Fazendo em Nova Iorque uma das mais brilhantes peças da oratória mundial. A hipocrisia é uma proposta humana pragmática, não um sentimento. Um atitude em relação ao uso dos sentimentos, uma forma avançada do que o ser humano deveria ser e, não sendo, finge ser, até conseguir sê-lo. Sinceramente.

~ Millôr Fernandes. A Bíblia do Caos.

The books I read in 2014

Everyday I use to read stuff, day by day eventually pieces of beauty can be found. In 2014 the number of good stuff which came to my eyes was huge, while I write it the year is not over so there is time left for new material to find a path through my fingers and mind. However I can’t list good things I’ve not read yet, so this post works with my past reader [somehow good] experiences along 2014.

By the way, as you have noticed this is a post in English, the material listed bellow variates between Portuguese and English — if it causes any mind fuzz, please ask and I’ll try to clear things out.

  • THE OXFORD BOOK OF ENGLISH VERSE 1250-1918 — Q knew the things. If you want a good path for life discoveries and meetings read it, without hurry, there is much knowledge in it. Seat comfortably down and open your mind the same way you open the French bread.
  • The hundred-year-old man who climbed out of the window and disappearedJonas Jonasson. Okay, I chose the book after read author’s name. It’s an inspiring and simple travel through XX century history [official and non-official]. “Life is a long discovery isn’t it” Karl?
  • A arte de escreverSchopenhauer. It’s interesting, the translator to Portuguese is called Pedro Süssekind, which surname in German can be understood as sweet child, Schopenhauer is anything but sweet. In 2014 I’ve learned bittersweet chocolate, like bittersweet life events, can be more meaningful than sweet ones. The tough way in life — like learn Greek, Latim, Sanskrit — has some pleasure, time is necessary to taste those ones.
  • FIM — Fernanda Torres. Álvaro, † 30 de abril de 2014. The first book character died the same day I got the book, coincidently it was my birthday. Despite all it all the book has a frenetic mind flow.
  • Os ElementosEuclides. A bíblia da matemática, finalmente nas minhas mãos. Essa edição está da UNESP está esgotada faz quase dois anos, encontrei o exemplar por acaso nas estantes da livraria cultura. Talvez eu seja um tradutor de ideias à francesa, em contrapartida ao modo alemão de transmitir ideias ao pé do original sem nada mudar ou adequar.
  • Do gênio biológico ao ser biônicoPaulo Gustavo de Araújo Cunha. O livro é uma merda.
  • Ensaio sobre a puberdadeHubert Fichte. É um livro sobre ser alguém não encaixado ao lugar onde está, o cara é judeu na Alemanha nazista, protestante em um orfanato católico e homossexual numa sociedade machista, não tem como ser mais “misfit” que isso. Além disso visitou o Brasil e escreveu essa e várias outras experiências de uma forma pessoal maluca que o leitor vai entendendo aos cacos.
  • PoesiasFernando Pessoa. Uma coletânea feita pela L&PM cheia de coisas lindas feitas pelo maior poeta que eu conheço. Esse livro anda comigo pra cima e pra baixo, claro no bolso, sempre de prontidão a poetizar locais e pessoas onde quer que haja uma chance, como durante o Coquetel Molotov.
  • Pesquisa aplicada em modelagem matemáticaPaulo e Airam Saussem. Compilação de artigos inspiradores trabalhando com modelagem matemática.
  • O homem e suas línguasFrederick Bodmer. O livro é de 1941, feito por um linguista suíço, com prefácio feito por Lancelot Hogben, zoologista britânico, durante plena segunda guerra mundial. A ideia-mãe do livro é que se existem conflitos na interação entre os humanos, uma das causas está na difícil comunicação entre as partes — sendo assim ensinar idiomas e melhorar a comunicação é uma forma óbvia de se mudar o mundo. E de fato é, educação muda as pessoas e as pessoas mudam o mundo.
  • Clube da lutaChuch Palahniuk. Vazio existencial num mundo onde as coisas foram transformadas em ícones. Passando por momentos simplistas em mentes rasas e desesperadas o livro conta como as pessoas se recombinam, de fato a dinâmica é a dinâmica.
  • Introdução ilustrada à estatísticaSérgio Francisco Costa. O livro me mostra que educar é geralmente falar tudo de novo, mas, de outra formam quebrando a ideia em partes simples e colocando numa sopa temperada de letrinhas. Eu gostei.
  • O alephJorge Luis Borges. O cara leu tudo, referenciou tudo e disse quase tudo — ao menos para o meu ouvido levemente surdo insensível. Gostei de ter visto em 2014 um das melhores teses de doutorado do ano de 2011, feita por um matemático brasileiro [Jacques Fux] que ensina matemática nos EUA, falando sobre: Borges! Isso mesmo, O aleph citado várias vezes, assim como as ideias fractóides desse autor. A profundidade algumas vezes azeda dos textos se torna aceitável diante do monumento construído ao longo do conto, cada um deles separadamente, como universos, caminhos que eventualmente se bifurcam — ops isso foi do próximo livro. Gostei muito d’O Aleph e do Deutsches Requiem.
  • FicçõesJorge Luis Borges. O jardim das veredas que se bifurcam, a loteria na babilônia e a biblioteca de babel. Leia, pense e repense: sua cabeça dá voltas nos labirintos criados por um escritor genial.
  • Economics in minutesNiall Kishtainy. 200 basic concepts a great mind explain you in 300 words and generally with one illustration. I found it before travel back to home wandering at a bookstore in Frankfurt Mainz airport.
  • Math in minutesPaul Glendinning. 200 basic concepts a great mind explain you in 300 words and generally with one illustration. I found it before travel back to home wandering at a bookstore in Frankfurt Mainz airport. I’m really selfish and don’t know how to show others I have feelings for them. Oh oh oh. Sorry Anakin
  • Auto-enganoEduardo Giannetti. O livro é um compêndio de alguns problemas básicos em torno da percepção humana que realiza julgamentos sobre si. Eu sou uma pessoa boa? Devo gastar o meu tempo/dinheiro/paciência com isso? Viver é uma coisa não-trivial se você começa e pensar nisso, de todo modo é melhor saber que manter-se na ignorância, até porque não existe caminho de volta depois que se sabe das coisas. Eva/Adão não podiam descomer o fruto. Livro da categoria leia ao menos duas vezes no ano para manter a cebeça afinada, porque como disse Annie Dillard  “How we spend our days is, of course, how we spend our lives”.
  • Spinoza em 90 minutosPaul Strathern. Spinoza provavelmente era  sperger [interpretação minha], via o mundo de forma racional numa época onde tudo mundo pensava de forma humana — palavras do livro. É bom não estar só. Ele achava que deus está em tudo material ao meu redor, que só existe aquilo que é possível e verdadeiro. Racionalismo de Descartes levado ao pé da letra. Ética, livro póstumamente publicado tem a estrutura d’Os Elementos de Euclides. Pensava que a única função do estado é guarantir segurança para que as pessoas possam se desenvolver, meu estado não guarante isso.
  • Desessete equações que mudaram o mundoIan Stewart. O progreço humano do ponto de vista da matemática, porque o nosso mundo é do tamnho dos problemas que nós resolvemos — portanto da matemática que conhecemos e usamos nessas soluções.
  • Os 10 mais belos experimentos científicosRobert P. Crease. Comçando por Eratóstenes medindo o comprimento da Terra.
  • Eu e outras poesiasAugusto dos Anjos. Beleza lúgrobe.
  • FrankensteinMary Shelley. Eu tenho mais em comum com o monstro do que eu imaginava, vontade de me conectar às pessoas mas pouco entendimento de como isso é feito. Fora dessa empatia que senti, o livro fala sobre escolhas, consequências e como eu sou e ao mesmo tempo não sou responsável por tudo que se faz com o que eu faço. Eu sei é confuso, mas o nome disso no fim das contas é educação, empatia; basicamente tudo o que faz nosso mundo [seja ele de que tamanho for] aquilo que é.
  • Os cadernos de Malte Laurids Brigge [Die Aufzeichnungen des Malte Laurids Brigge]Rainer Maria Rilke. Mudar é difícil, mas acontece de uma forma ou de outra. Além disso, a beleza está nos olhos atentos do observador. Seja o observador. Além além disso eu tô usando esse livro para aprender alemão. Não se preocupe Rebecca.
  • To be[e] or not to be[e]Machado de Assis. Tenha cuidado com a vida, e mantenha a coisa toda simples. Se complicar demais a mulher vai embora.
  • The good luck of right nowMatthew Quick. It’s like Forrest Gump however with a motherless guy mailing Richard Gere about life and his naive [revealing and frank] world perceptions. It’s good to look it all through someone else eyes.
  • Lacrimae RerumSlavoj Zizek. Filmes, filmes, coisas percebidas e o estado atual da humanidade. Lembre-se, Hollywoord geralmente é o último lugar onde uma coisa nova vai passar, então se passou lá é porque está amplamente aceito. Então preste atenção aos vários filmes que as crianças e os adultdos bôbos estão vendo, eles mostram para onde o mundo já está indo.
  • A tale for a time beingRuth Ozeki. It taught me how is the Japanese perception of life and how it can or can’t belong to someone during a lifetime. The point is your are part of something, pay atention to details because life is full os ironies. Of course, Buddhism is richer than I firstly thought.
  • My troubles with womenRobert Crumb. This guy is my hero, the frankness and the empathy I feel every time some of his works come to my eyes. I had and still with some of his issues with the opposite gender. The lesson? Learn as much as you can because they [the girls] are not playing, despite seem the opposite.
  • Build machine learning system with pythonWilli Richert, Luis Pedro Coelho. Well nice book to grasp the essential task of solve problems using machine learning. It shows the context of these problems, so it worths the read.
  • Node.js in actionMike Cantelon. It’s an nice platform to test your evil plans to take over the world. Fast and fun, everything my projects are looking for. Well, not always, because some scientific aims are not so supported yet — let’s fill the gaps.
  • 84, Charing cross roadHelene Hanff. Thanks Asaf, the book is great. It made think about how huge the world can be, so if you haven’t found what you are willing for: don’t despair, there is a lot of places to search for. Just step out, if you dare. Imagine your best life friend is somewhere talking to you by mails — yes, the old papers people used to send each other — in other ocean side. I had such experience with Léa  — it’s definitely something bittersweet and taught me how human connection is important.
  • Web Performance DaybookStoyan Stefanov. I don’t have a thing to talk about this book. It was boring.
  • The second age machineErik Brynjolfsson. Will the new technologies recombine with one another and produce more and more ideas and discoveries? Or we will live a calm and without new gadget every week? Basically, is the Moore’s Law something to last? According to Erik, yes.
  • Surely you’re joking, Mr. Faynman!Richard Faynman. It’s a good book on a great scientist and his life, childhood and life learnings. The key? Keep asking and connect to others, they have the key to whatever you are looking for. Pay attention, where is the lock and embrace what is inside that.
  • The art of askingAmanda Pallmer. A great piece of advices on the importance of connect. I know, I’ve said a lot of times, but it’s true. Ask for help, offer something and you will receive the thing back — human relations are after all trades, whether you are aware or not. Pay attention to the trade details and enjoy it. A life of discovery is maybe the unique path to keep alive.
  • The closing of the American mindAllan Bloom. The book tries to analyze and explain some of the main American troubles, from the family structure to democratic neurotic bias on public opinion. The discussion about loss of tradition is significant, the description of how humanities are taught and learned is significant. I live in Brazil, nevertheless the book helps me to understand many society and self clues around me. It helps me to make sense of many things I kept wondering for a long time. These points worth a post by itself.

Thank you, this list would be a way shorter without your recommendations and talks. I’d like to talk to more and more persons about life, book and everything between these things, in other words I’m looking for friends. The last thing there is to say here:  I love to be a human being, for the first time, and be able to connect to you.

Seguindo nuvens

Meu trabalho de conclusão de curso tem como objetivo gerar mapas vetoriais, descritores da velocidade e direção das nuvens, usando como dados brutos imagens de satélite.

O modo como esses mapas são gerados hoje [ao menos no INPE] usa uma técnica modela na década de 1970 usando correlação de matrizes. Me pergunto: quais as outras formas de identificar/seguir objetos de formato variável ao longo do tempo? Quais suas vantagens e desvantagens em relação ao modelo usado hoje? Bem-vindo ao meu trabalho de conclusão de curso.

Sobre a brevidade da vida

Lendo um texto do BrainPickings sobre Sêneca, me lembrei do livro dele que li: Sobre a brevidade da vida. É algo que deve ser lembrado regularmente de tão fácil de ser esquecido. Como disse Sêneca, a vida não é curta quando bem aproveitada.

Por isso estou criando uma [pequena] lista de coisas para fazer ao longo do dia:

  • Ensinar algo novo para alguém
  • Falar com alguém que eu não conheço
  • Respirar antes de falar

Obrigado por ler,

PS: “How we spend our days, is, of course, how we spend our lives.” ~ Annie Dillard

Encontro de capítulos Wikimedia de 2014

Entre 11 e 13 de abril de 2014 acontecerá em Berlim um encontro entre vários membros do movimento Wikimedia pelo mundo. Essa vai ser uma ótima chance de discutir pontos importantes para o movimento agora e e no futuro.

O evento se fundamenta sobre três assuntos originais:

1. Estrutura, organização e financiamento.

Como a natureza vem mostrando de forma bizarra: a estrutura segue a função. Então que funções nós queremos que o movimento Wikimedia desempenhe? Eu imagino o seguinte:

  1. Expandir o acesso a conhecimento aberto de qualidade para o maior número de pessoas.
  2. Arrecadar fundos de doadores para a manutenção do objetivo 1.
  3. Distribuir os fundos para projetos que contribuam para o objetivo 1.

Visto assim o movimento Wikimedia pode ser descrito como um mecanismo de [tentar] transformar dinheiro em conhecimento aberto de qualidade acessível a mais pessoas.

O objetivo 1 pode ser dividido em: produção e disseminação. Os projetos Wikimedia fazem os dois, mais ou menos bem. O objetivo 2 é feito pela Wikimedia Foundation, que centraliza as doações ao cuidar de vários aspectos envolvidos no processo. O objetivo 3 também é realizado pela WMF através de uma lista [um pouco confusa] de formas de financiamento.

Imagino esse fluxo de recursos com o menor número de intermediários possível.  Quanto maior o número de intermediários, mais dinheiro se perde ao longo do processo, é como na resistência elétrica. Mas é importante diferenciar intermediário de observador, esse último é qualquer pessoa interessada em saber como o dinheiro é gasto. Isso é fundamental porque todo doador é um observador em potencial, se eu estou financiando algo faz todo o sentido  saber como a coisa todo funciona ao menos em relação aos resultados.

Ao falar dos resultados, sou levado ao próximo ponto do evento.

2. Sucesso e impacto.

Eu gostei da pergunta feita no programa do encontro: como medir o sangue, suor e as lágrimas? Essa é uma analogia interessante para: paixão, trabalho e resultados, claro é um pouco ambíguo porque as lágrimas podem ser de alegria ou de tristeza. Talvez eu tenha entendido errado, mas a mensagem geral: como medir o esforço, o desempenho e os resultados, fica claro.

É uma situação curiosa, como uma fundação nos Estados Unidos vai avaliar atividades no interior do estado do Acre? Ou no sul na África do Sul? Ou em qualquer outro contexto pouco óbvio. Essa é uma pergunta para a WMF, mas também é válida em menor escala para quem realiza as atividades, porque algumas vezes é pouco óbvio se um programa ou projeto deve ou não ser continuado. Atividades diferentes tem escales de tempo diferentes, algumas produzem resultados agora enquanto outras vão demorar mais.

Essa pergunta me lembra a fofoca. Eu posso descrever fofoca como: todo rumor passado de pessoa para pessoa. Rumores podem causar problemas, mas também podem ser ótimos meios de se entender o que acontece em um contexto. Um rumor funciona [ou seja, torna-se popular] quando transmite alguma verdade ou mentira-bem-elaborada. Dessas duas opções, qual costuma acontecer com mais frequência? Eu suspeito que seja a primeira opção, de que fofoca [quando consegue se disseminar para um contexto 10 vezes maior do que aquele onde nasceu] tem grandes chances de ser verdade. Cada pessoa que ouve uma história imagina se aquilo está de acordo com o seu mapa da realidade, sim, algumas pessoas podem usar isso como pretexto para benefício próprio. Qual o grupo majoritário? Das pessoas que ouve a história e filtra [passando adiante ou não] ou daquelas que ouve e passa inadvertidamente [sem para pensar se é verdade ou não]?

Nesse caso, acho que a fofoca é uma ótima saída, com suas limitações é claro: sujeita ao ruído e todos os outros problemas da transmissão de informação. Mas é o princípio da democracia levada para outros usos. Fica o desafio, como podemos fofocar melhor sobre os projetos uns dos outros?

Avaliar atividades de forma clara significa agir dentro de contexto, fazer perguntas para o contexto onde existem respostas. Isso une um planejamento prévio capaz de se adaptar ao longo do processo, de novo vem a mente a fofoca. Quais os boatos em torno do processo? Como filtrá-los e usá-los como aprendizado.

Essa preocupação com avaliação tem fundamento, porque boas métricas [não necessariamente numéricas] representam uma visão condizente com a realidade atual e uma boa maneira de planejar o que virá [vulgo: futuro]. Será que crescemos?

3. Tópicos de crescimento.

O que significa crescer para quem já é grande? Significa continuar pensando, o contrário acontece quando as coisas vão muito bem por um longo tempo: as pessoas se acomodam. Literalmente isso, elas param de pensar. Essa realidade fica clara nesse gráfico do Silvio Meira. Se não consegue ler abra em outra aba e leia cada passo com cuidado.

Gráfico da vida profissional — mas também válido para a questão da solução de problemas. Criado por Silvio Meira:  Blog da Ikewai

Essa imagem é só um exemplo de como as coisas funcionam em nível individual, essa ideia pode facilmente ser estendida para uma empresa como um todo.

Eu gostei muito do modelo de discussão pré-conferência. Onde o programa está em desenvolvimento.

Programme review tem uma lista de coisas que o evento deve: começar a fazer, fazer mais e parar de fazer. As ideias são muito boas e estão sendo implementadas da estrutura geral. É um evento literalmente wiki, com a participação de várias pessoas interessadas.

Perguntas

Perguntas interessantes para pensar antes do evento:

  • Micro-grants. What’s working, what’s not, what support is needed to distribute more small local grants from organizations to individuals? Can we build a set of shared best practices?
  • Not about just presenting the programs and the process, but share experience about learnings: What works in grantmaking and what doesn’t. What do grantees want? How do we share and sync our programs? No need to reinvent the wheel here.
  • How do Affiliations come up with and implement their strategy successfully?

 

Coisas para 2014

Certo, o ano já começou. Agora tenho vários livros para ler, sugestões não faltam. Um livro atrai outro, é o processo natural.

Livros [ou artigos importantes] para ler:

  • Os sertões – de Euclides da Cunha.
  • A hora da estrela – de Clarice Lispector.
  • Vidas secas – Graciliano Ramos.
  • Novos negócios inovadores de crescimento empreendedor no Brasil – de Silvio Meira. Esse livro estoura a pilha no quesito de recomendações.
  • Bose-Einstein Condensation in Complex Networks – http://www.barabasilab.com/pubs/CCNR-ALB_Publications/200106-01_PhysRevLtr-Bose-Einstein/200106-01_PhysRevLtr-Bose-Einstein.pdf
  • GRAAL: The search for GRAnd ALgorithms in truly global software markets – Silvio Meira, em bit.ly/T5xgyR
  • Who owns the future – de Jaron Lanier.
  • Did Jew know – Emily Stone
  • De onde bem as boas ideias – Steven Johnson

Na categorias de coisas, eu listo coisas que eu quero entender muito bem:

  • Filtros para processamento de sinal digital – Distância da Hausdorff é o primeiro.
  • Modelos heurísticos de extração de informação de aglomerados de dados.
  • Empreendedorismo — isso é a chave para fazer coisas úteis capazes e capazes de atingir várias pessoas.
  • Como as mulheres pensam, eu vou tentar.

Por falar nisso tudo, ouvi uma frase que adorei: “escrever é ter esperança” — foi durante o Café Filosófico. Eu não penso que esperança seja algo realmente bom, mas como é necessário eu aceito e tento lidar bem. Sábio é aquele que se contenta.

Obrigado por ler. Se algo estiver errado por favor avise, mas isso não significa que será consertado.

Livros de 2013

Neste artigo eu imito a ideia do Aaron Swartz de escrever sobre os livros que leu ao longo do ano. Em 2013 eu li vários livros, na lista abaixo não vou diferenciar os livros eletrônicos dos digitais, todos são livros.

  1. A informação – Uma história, uma teoria, uma enxurradaJames Gleick. Informativo diverso e por isso bom, tem jeitão de almanaque.
  2. Android em açãoW. Frank Ableson, Robi Sen, Chris King e C. Henrique Ortiz.
  3. Contos e lendas da mitologia gregaClaude Pouzadoux, ilustrações de Fréderick Mansot. Livro maravilhoso se você tem irmãos menores ou uma curiosidade latente sobre os personagens gregos famosos.
  4. Reflexões sobre a vaidade dos homensMatias Aires. Livros incrível, baseado no texto de Salomão: “vaidade tudo é vaidade”.
  5. Assim falava ZaratustraFriedrich Nietzsche.
  6. Mentiras de InfânciaGuy Bechtel. Ótimo, as mais verdadeiras memórias pessoais de um menino sozinho.
  7. Letters to a young poetRainer Maria Rilke. Livros com cartas são o sal da literatura.
  8. RavelsteinSaul Bellow. Ótimo, uma biografia bem arranjada. Pena que a tradutora não foi sempre clara.
  9. Mathematics: A Very Short IntroductionTimothy Gowers. Ótimo.
  10. You are not a GadgetJaron Lanier. Ótimo, faz pensar em muita coisa da estrutura de vida atual.
  11. Learn German in a HurryEdward Swick.
  12. Basic German, A Grammar and Workbook –  Heiner Schenke, Karen Seago.
  13. Pequenos tratado das grandes virtudesAndré Comte-Sponville.
  14. Felicidade, desesperadamenteAndré Comte-Sponville.
  15. Desobediência civilHenry David Thoreau. Ótimo.
  16. Walden Or life In The WoodsHenry David Thoreau. Ótimo, mas ainda não terminei.
  17. Memórias Póstumas de Brás CubasMachado de Assis. Irônico como sempre.
  18. Cypherpunks: Freedom and the Future of the InternetJulian Assange, Jacob Appelbaum, Andy Müller-Maguhn, Jérémie Zimmermann.
  19. Handbook of Usability TestingJeffrey Rubin.
  20. Professional Node.jsPedro Teixeira. Ótimo, o nome está justificado pelo conteúdo.
  21. Hebraic Literature: Translations from the Talmud, Midrashim and KabbalaVários.
  22. The Captain Is Out to Lunch and the Sailors Have Taken Over the ShipCharles Bukowski. Ótimo, esse Charles Bukowski sabia escrever coisas boas.
  23. Memoirs of Extraordinary Popular Delusions and the Madness of CrowdsCharles Mackay. Curioso, grupos humanos fazem barbaridades quando se afirmam como corretos.
  24. The Art of WarSun Tzu. Ensina como ser um ninja filósofo grego pré-socrático.
  25. É isto um homem?Primo Levi. Relato de um sobrevivente do campo de concentração Auschwitz, um dos melhores relatos do assunto.
  26. Don’t Go Back to SchoolKio Stark. Apanhado de entrevistas com pessoas que tomaram outro rumo em busca de educação e uma vida boa. Bom.
  27. Sobre a brevidade da vidaSeneca. Li em 2 horas e vou continuar pensando no que li por mais uns 30 anos.
  28. Physics Basic PrinciplesSolomon Gartenhaus.
  29. Spanish Tales for BeginnersVarios.
  30. Lectures on Elementary MathematicsJoseph Louis LaGrange.
  31. Euclids elements of geometry Euclids.
  32. O AnticristoFriedrich Nietzsche.
  33. Como fazer qualquer pessoa se apaixonar por vocêLeil Lowndes. O nome já diz tudo, aprendi um monte de coisa útil.
  34. The richness of lifeStephen Jay Gould. Apanhado de artigos do paleontologista mais inteligentes que eu tenho notícias.
  35. The Structure of Scientific RevolutionsThomas S. Kuhn. Quem quiser entender história da ciência e o avança das ideas deve ler esse.
  36. Say It in HebrewDover “Say It” series.
  37. Mathematical Handbook, Elementary MathematicsM. Vygodsky.
  38. The Oxford Book of Short PoemsP. J. Kavanagh, James Miche. Maravilhoso, vou continuar relendo muita coisa dele.
  39. The Oxford Book of English VerseSir Arthur Quiller-Couch. Mostra as mudanças no idioma ao longo de uns 800 anos de história.
  40. A new theory of the relationship of mind and matterDavid Bohm. Fascinante, no limite da imaginação.
  41. O guia do mochileiro das galáxias – Douglas Adams. Esse cara era um gênio.
  42. O andar do bêbado – Leonard Mlodinow. Estatística divertida.
  43. A beleza da ação indiretaJohn Kay.
  44. O restaurante no fim do universo – Douglas Adams.
  45. EXT… – Anthony Hal.

Um autor que descobri esses dias foi o David Bohm, ele me deu novamente vontade de ser cientista e fazer coisas úteis para o avanço do conhecimento e da compreensão humanos das coisas. Os romances de memórias foram muito bons, obrigado Joaquim. Eu agradeço as recomendações e empréstimos de livros. Por falar em recomendações, eu aceito todas.

Obrigado por ler.